Nova saúde ocupacional x velha saúde ocupacional: você conhece as diferenças?

Nova saude ocupacional x velha saude ocupacional

Muito se fala da nova saúde ocupacional. Mas o que é isso? O que seria a definição de nova saúde ocupacional?

Quando se fala em novo, na verdade, presume-se que exista (ou tenha existido) o velho. Então, pensando assim, o que seria a velha saúde ocupacional?

As leis de saúde e segurança do trabalho existem e continuam as mesmas desde 1978. Ou seja, há 40 anos. Isso, por si só, talvez já fosse suficiente para atestar que, de fato, existe uma “velha saúde ocupacional”.

Acontece que, mesmo que a legislação não tenha mudado, evidentemente, o processo evolui. As práticas sofrem modernização e, ainda mais óbvio, caminham sob a velocidade da tecnologia.

Por isso, talvez, tenha surgido o conceito da nova saúde ocupacional. Ainda mais agora, com a chegada do eSocial, o que vai digitalizar de vez praticamente todo o processo. Se você estava acostumado com aquela rotina de registrar tudo no papel e guardar na gaveta, bem… Saiba que a vida mudou de vez, sim.

Diante desse cenário, dá para traçar algumas diferenças entre o novo e o velho. Que fique claro: sem julgamentos, sem apontamentos do que é melhor ou pior, bom ou ruim. Mas com uma constatação da qual não se pode fugir: cada vez mais, não tem como fechar os olhos para o avanço da modernidade.

A seguir, as diferenças entre a velha saúde ocupacional e a nova saúde ocupacional.

 

Ponto 1: gestão

Antigamente, dá para dizer que o modelo de trabalho era um pouco “cartorial”, ou seja, tinha como função cumprir tabela e seguir a lei. Mais uma vez, o que não está errado, claro. Mas a preocupação era fazer tudo como tinha de ser feito, evitar problemas e estar tranquilo caso um fiscal do governo batesse na porta.

Hoje, o conceito mudou. Sabe-se que a gestão da saúde ocupacional, se bem feita, impacta diretamente nos resultados da empresa. Mais do que aplicar exames e gerar documentos, analisar dados de saúde da população de uma corporação pode ser um ativo importantíssimo.

Com base em análises, é possível pensar e colocar em prática campanhas que melhorem a qualidade de vida dos colaboradores, o que, consequentemente, aumenta a produtividade.

Ou seja, a nova saúde ocupacional – que, neste caso, vem com uma mudança de pensamento e atitude – tem muito mais opções de engajamento e não precisa ficar restrita única e simplesmente a pensar em cumprir as leis.

Tenha em mente uma coisa: dá para olhar para muito mais do que apenas o ASO.

 

Ponto 2: digitalização

No modelo antigo, tudo era feito e controlado na base do papel. Como dito acima, exames e documentos tinham de ser armazenados nas empresas dessa maneira. Se alguém quisesse ter uma cópia disso tudo, tinha de pensar, também, em um bom espaço para guardar.

Hoje em dia, no fundo, parte disso continua sendo obrigatória. O prestador de serviços responsável pela gestão da saúde ocupacional de uma companhia ou o médico coordenador responsável ainda têm, por lei, de armazenar esses papeis por 30 anos. Para isso, inclusive, muita gente faz a contratação de terceirizados que disponham de espaços físicos para tal.

Mas a grande diferença talvez seja na hora de se fazer uma consulta a essas informações. Com a tecnologia, processos podem ser gerados com muito mais rapidez, assim como análises em massa. O tempo das pessoas pode ser otimizado de uma maneira significativa.

Além disso, é possível garantir uma base de dados robusta – que, sabe-se, tem muito valor agregado, se bem utilizada. Ainda mais agora, com a entrada do eSocial de maneira plena, em janeiro de 2019.

Falamos bastante sobre como aplicar na prática a tecnologia para a tomada de decisões em outro post. Se quiser conferi-lo, ele está neste link.

 

Ponto 3: estratégia

Até pouco tempo, as informações coletadas não permitiam que se tomasse decisões voltadas para a saúde da população de uma companhia ou individual. Ou seja, à luz fria, eram números demonstrativos, que não podiam muito ser trabalhados e serviam como estatísticas.

Hoje, mais uma vez, com inteligência, a saúde ocupacional se transformou em uma peça importante na coleta de dados estruturados, com o objetivo de diminuir a sinistralidade dos planos de saúde (leia mais sobre isso clicando aqui).

Sempre lembrando que esses planos de saúde podem representar até mesmo 20% da folha de pagamentos de uma empresa (!!!). Ou seja, um número bastante representativo, que pede atenção na hora de se traçar estratégias para tentar minimizar o impacto nas contas gerais.

 

Ponto 4: empoderamento do cliente

Não entenda mal, mas houve um tempo em que prestadores de serviço faziam de tudo para que o cliente fosse dependente dele. Em parte, porque a burocracia de alguns processos travava uma eventual mudança nesse quesito. Em parte, porque havia uma insegurança por parte de quem era contratado.

Era raro ver um exemplo em que o cliente tinha autonomia para gerar pedidos, acompanhar processos, cobrar melhorias.
Agora, isso, definitivamente, mudou. E a palavra é “empoderamento”. Cada vez mais, sistemas podem ser interativos e intuitivos, permitindo que o cliente não dependa de terceiros para agendar um exame ou acompanhar a data de vencimento de um documento.

Ele tem ferramentas para interferir ativamente na gestão da saúde ocupacional da empresa que possui ou para a qual trabalha. E pode, ainda melhor, coordenar processos para traçar o tal perfil da população que está ao seu redor na companhia.

Com esses dados em mãos, pode investir em campanhas internas de qualidade de vida ou medidas para a redução de acidentes de trabalho, por exemplo. Recentemente, fizemos um post bem detalhado sobre isso, que pode ser acessado clicando aqui.

 

Ponto 5: conhecimento

Este chega a ser até óbvio, porque é uma consequência de tudo aquilo que foi dito até aqui.

Com mais tecnologia, vida digital, autonomia e inteligência, a nova saúde ocupacional traz mais conhecimento para as pessoas. Cada vez mais, todos podem entender um pouco mais sobre aquilo que estão falando, vendendo, comprando ou administrando.

E, com mais conhecimento, vem a possibilidade de se interessar mais sobre o assunto, a ponto de começar a tomar decisões em cima da particularidade de cada um.

Que fique claro: nunca houve uma censura em cima disso. Muito pelo contrário. Mas todo mundo concorda que, quando mais disponível esse conteúdo estiver e quanto mais as pessoas tenham acesso a ele, mais elas poderão consumi-lo, certo?

 

Ponto 6: presença física

Mais um item explicado pelo avanço da tecnologia – e que só é possível graças a ela…

Antes, quando se tinha de apresentar produtos, fazer contatos mais próximos, realizar vendas, acompanhar implantações, prestar suporte ou resolver problemas, normalmente, como isso era feito?

Agendava-se visita ou reunião para discutir esses pontos. Uma reunião presencial, quando o assunto não podia ser resolvido pelo telefone (e muitos não podiam).

Hoje em dia, isso não precisa desaparecer. Situações pedem contato cara a cara, e talvez nem o avanço máximo da tecnologia vá fazer com que isso seja 100% dispensável.

Mas convenhamos… Muito pode ser solucionado com reuniões online. Ou suportes online. Existem centenas de ferramentas de qualidade para isso: Skype, Appear, Hangout, Meetime, Zoom, Intercom, chats de sites, sistemas…

E meios diferentes de se passar mensagens: vídeo chamadas, transferência de arquivos, centrais de dúvidas online, bibliotecas integradas com conteúdo direcionado, compartilhamentos de tela, tutoriais em vídeo que ensinam como usar uma ferramenta ou sistema.

Segundo pesquisa feita pela Global Mobile Messaging Consumer, empresa referência no mundo em avaliar comunicações digitais, 89% dos consumidores gostariam de se comunicar apenas com mensagens de texto.

Por outro lado, apenas 48% das empresas estão preparadas para essa realidade. A amostra foi de 6 mil pessoas em América do Norte, Ásia e Europa.

Outra pesquisa, esta da Global Contact Centre Benchmarking, que avalia postura de consumidores em diversos setores, diz que apenas 11% das pessoas com 25 anos ou menos preferem usar o telefone no primeiro contato.

E continua: 38,9% usam as mídias sociais para isso, 27,2% preferem aplicativos móveis e 12,1% optam por e-mail.

Isso traça um perfil detalhado e expressivo do que essa geração usará nos próximos anos.

E, na ponta do lápis, economiza dinheiro com deslocamentos e, talvez mais importante, tempo das pessoas, cada vez mais escasso.

 

E aí, qual você prefere: a nova saúde ocupacional ou a velha?

Mais uma vez, lembre-se do que foi frisado: a questão, aqui, não é apontar erros e acertos. Por mais que estes segundos fiquem nítidos quando se avaliam as duas realidades.

Mas não tem como fugir: a tecnologia chegou para ficar e, principalmente, facilita a vida das pessoas, se utilizada de maneira inteligente, extraindo tudo o que pode proporcionar.

(Recentemente, o Eduardo Missick, CEO da RH Health, escreveu um post muito bacana sobre esse assunto no LinkedIn. Que tal conferi-lo, clicando aqui?)

A nova geração já tomou a decisão de seguir esse rumo e, consequentemente, será preciso acompanhar. Ninguém precisa ser especialista em tudo, usar absolutamente todos os gadgets (taí mais um termo dos novos) disponíveis por aí. Mas, ao mesmo tempo, não dá mais para fechar os olhos para eles.

Por fim, com os processos optando por esse caminho, isso, aos poucos, deixará de ser uma opção. Existirá a necessidade de se adaptar. Mais uma vez, o eSocial é o exemplo maior. Daqui para a frente, será obrigatório integrar sistemas com folha de pagamento para transferir informações online ao governo federal. Neste caso, não adianta chorar!

 

Os benefícios da nova saúde ocupacional

Resumindo: para quem optou por seguir a tendência digital na maioria dos processos, algo que chegou para ficar, é possível:

  • Abandonar um pouco de papel
  • Interagir com a gestão da saúde ocupacional
  • Controlar processos mais de perto
  • Analisar dados e traçar estratégias para melhoria e economia das empresas
  • Economizar tempo e dinheiro evitando deslocamentos desnecessários o tempo todo
  • Aprender sobre o assunto e, principalmente, sobre como extrair tudo o que sistemas oferecem
  • Integrar-se de vez à realidade que vai tomar conta nos próximos anos
  • Colocar a empresa em um patamar modelo adequado ao que o mercado desenvolve

Ou seja, os ganhos são muito grandes. Como toda mudança, claro, o começo pode ser difícil, mas não tenha dúvidas: assim que o processo estiver entendido e instalado, não haverá vontade de mudar e os velhos hábitos não deixarão saudade.

 

Nova saúde ocupacional tem tudo a ver com o futuro

Apenas mais um comentário relevante…

Ian Jacobs, analista sênior da Forrester, uma das empresas globais com maior influência em pesquisas voltadas para assessorar corporações, defende que esses conceitos e números são o futuro da relação cliente/fornecedor de serviços.

Ele foi um dos palestrantes de uma convenção chamada “Planeje Agora para o Atendimento ao Cliente de 2021”, nos Estados Unidos. E saiu-se com esta quando questionado por que defende esse ponto de vista.

“À medida que as mensagens digitais se transformam em algo ainda mais central na vida das pessoas, levando em conta o crescimento do comércio digital, de games e de outras maneiras de comunicações e networking social, a demanda pelo atendimento através desse tipo de mensagem vai crescer. Comunicar-se dessa maneira tem vantagens distintas, que também deverão trazer benefícios para a experiência do consumidor”, disse.

 

A RH Health pode te ajudar!

A RH Health é uma empresa de gestão de saúde ocupacional e pode te ajudar a implementar um plano adequado para a realidade da sua empresa. Nós nos orgulhamos de dizer que gostamos muito dos conceitos que se aplicam à nova saúde ocupacional, listados acima.

Adoramos tecnologia, investimos nela e fazemos de tudo para disponibilizar para você o que há de melhor. Na RH Health, o conceito de empoderar o cliente está na cabeça de todos da equipe.

Até porque você vai perceber que, depois de tudo em ordem, vai ser muito melhor para a rotina da sua empresa, que estará sempre em dia com as obrigações.

Podemos auxiliar nesse processo porque:

  • Temos todo o know-how na área, com mais de 100 mil vidas atendidas
  • Focamos na qualidade do serviço que prestamos e, principalmente, no atendimento, o que consideramos ser um dos nossos diferenciais
  • Temos um sistema próprio desenvolvido por nós mesmos, o IT.Health, totalmente parametrizado para o eSocial, que vai permitir que você tenha um controle pleno sobre esse setor da sua empresa (quer uma demonstração dele? Clique aqui e peça)
  • Temos uma equipe treinada e em constante atualização a sua disposição
  • Sabemos exatamente quais são os seus problemas e o que fazer para resolvê-los
  • Contamos com mais de 1,8 mil clínicas credenciadas espalhadas pelo Brasil para atender a qualquer demanda
  • E, principalmente, porque o nosso objetivo, no fim de tudo, é um só: cuidar da saúde das pessoas

Que tal bater um papinho com a gente? Basta clicar abaixo que entramos em contato com você!

 

Quer saber mais sobre o eSocial? Então, leia também:

Saúde e segurança do trabalho no eSocial: quais são os eventos e tabelas necessários
http://www.rhhealth.com.br/saude-e-seguranca-do-trabalho-no-esocial/

O que muda com o eSocial: admissões, demissões, avisos, férias…
http://www.rhhealth.com.br/o-que-muda-com-o-esocial/

Os números do eSocial: multas, previsão de empresas, pesquisas…
http://www.rhhealth.com.br/numeros-do-esocial-multas-pesquisas/

O eSocial é para todos: você tem pelo menos um funcionário CLT?
http://www.rhhealth.com.br/esocial-e-para-todos/

O eSocial vem com tudo! Você está preparado para ele?
http://www.rhhealth.com.br/esocial-vem-com-tudo-voce-esta-pronto/